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Colocando os Métodos à Prova

Por: David Feinstein, Ph.D.*
Tradução: Luiz Vieira**

Aprendi a psicologia energética durante a prática de 30 anos em psicologia clínica. Eu estava em uma excursão pedagógica, enquanto ajudava minha esposa, Donna Eden cujo livro sobre medicina energética havia lhe posto na mídia. Alguns de seus estudantes eram psicoterapeutas que já utilizaram a psicologia energética. Partindo do princípio que eu era psicólogo e envolvido com medicina energética, eles assumiram que eu seria bem versado em psicologia energética, que é uma sub-especialidade da medicina energética, no mesmo sentido de que psiquiatria é um sub-especialidade da medicina. Eu não era. Na realidade, a primeira vez que vi essa abordagem sendo usada - a cura de uma fobia de altura severa em um espaço de vinte minutos - tive dificuldade de acreditar no que vi e quedei-me cético pensando que não havia sido aquele estranho método que produziu tal resultado atordoante. Nem neste momento em minha carreira estava particularmente ansioso em assumir um modo inteiramente novo de trabalhar. Entretanto, como continuei testemunhando os resultados surpreendentes que seguem o uso destas técnicas, quis ser capaz de produzir os tipos de resultados que estava vendo. Matriculei-me em um programa de treinamento intensivo e certificação, esperando dominar essa abordagem. Posto que, os procedimentos são bem mecânicos e, se começar com uma base sólida em clínica, são surpreendentemente fáceis de aprender.
Eu ainda estava na excursão pedagógica até que tivesse completado as exigências práticas e estar qualificado para apresentar a abordagem as clientes, assim comecei a fazer minhas próprias demonstrações durante os seminários. Nessa época, conheci pessoalmente dúzias de terapeutas respeitáveis e altamente treinados que estavam aplicando estes métodos em suas próprias práticas. Mesmo assim - um psicólogo licenciado ainda não era capaz de explicar persuasivamente porque as técnicas funcionavam - eu estava mais do que incomodado em ver-me fazer uma abordagem do tipo "espetáculo de medicina circense" que havia golpeado tantos profissionais (inclusive eu) como algo não muito mais crível que os espetáculos de Barnum e Bailey. Mas nada como o sucesso, e as demonstrações que dei destes método - bem típica como as experiências dos crescentes números de médicos que as usaram - pareciam pasmar minhas audiências, assim como havia ficado pasmo quando os vi a primeira vez. Os relatórios seguintes descrevem as três primeiras sessões que administrei nestas demonstrações públicas. Não as escolho porque são particularmente incomuns ou extraordinárias dentro da prática de psicologia energética, mas porque ilustram muito bem alguns dos elementos comuns mais importantes da abordagem.

Acrophobia
Para minha primeira apresentação, pedi um voluntário que tivesse um medo irracional. Os métodos podem ser aplicados a uma extensa gama de diagnósticos, mas tratamentos de fobia se emprestam particularmente bem a demonstrações porque os resultados podem ser testados imediatamente. Nancy, uma enfermeira com um medo de alturas, ofereceu-se. Durante uma pequena entrevista pessoal, ela informou ter medo de alturas ao longo de toda sua infância, mas intensamente fóbica de lugares altos desde um incidente que aconteceu quando um grupo de sua escola secundária visitou a Europa em um verão. Enquanto em Dover, Nancy tinha tomado coragem para aproximar-se da extremidade e olhar os famosos White Cliffs. Naquele momento, o professor que supervisionava o grupo subiu atrás dela e "jocosamente" a empurraram para frente. Mesmo que obviamente ele a tenha agarrado antes que ela pudesse cair, a ação dele ativou uma fobia de altura muito severa que a havia afetado durante quase vinte anos.
Ocorreu que o salão do quarto andar do hotel onde estávamos possuía uma sacada com área coberta voltada para o mar. Com uma câmera de vídeo que registrava a sessão e um grupo de estudantes assistindo, fiz com que Nancy caminhasse até a sacada. Ela tentou e aproximou-se a 3 metros da extremidade, e então aproximou-se mais 1 metro, ela parecia bater em uma parede invisível. Ela não pôde dar o próximo passo. O vídeo mostra que ela começou a tremer e suar. Ela informou estar lutando contra um sentimento de ser empurrada adiante a medida em que ela se aproximava da extremidade da sacada. Trinta minutos depois, o vídeo mostra-a caminhando calmamente até a grade, enquanto se inclinava, e com uma mistura de choque, triunfo, e descrença, falando sobre seu terror de altura existente há muitos anos, "Desapareceu!!! " Quatro dias depois, organizamos um teste em uma sacada de uma cobertura no 17º andar. No vídeo, ela aparece eufórica enquanto diz que a primeira coisa que gosta ao estar na sacada é aproveitar a vista.
O que aconteceu nesses trinta minutos? Primeiro conduzi Nancy a um rápido "balanceamento de energia geral". Esta rotina que se assemelha a uma combinação de ioga e acupressura é projetada para estabelecer uma receptividade neurológica para as técnicas mais focalizadas que se seguirão. Então pedi a Nancy que desse uma nota de 0 a 10 na quantidade de angústia que sentia quando pensava em estar perto da extremidade da sacada. Foi uns 10. Pedi-lhe para identificar qualquer conflito interno que poderia ter sobre superar sua fobia, e também utilizei um "teste de energia" para examinar esta pergunta de um modo diferente. Derivados do campo da kinesiologia aplicada, os testes de energia (também conhecidos como testes musculares) são projetados para avaliar fluxo de energia por caminhos estabelecidos (os quais os acupunturistas chamam meridianos) medindo a força relativa no músculo associado com aquele caminho. Quando o cliente está sintonizado a um conflito interno sobre o tratamento, o fluxo de energia freqüentemente fica bloqueado, enfraquecendo o músculo e permitindo descobrir o rompimento da energia quando é feita pressão no músculo.
O tratamento normalmente não progride bem até que tais conflitos sejam resolvidos. Ao embaraço de Nancy, fica aparente logo que em determinado nível ela não queria superar a fobia porque se ela o fizesse, já não teria base para abrigar o ressentimento que havia guardado desde o incidente acerca do professor de sua escola secundária. O tratamento usado em psicologia energética para tais conflitos é decepcionantemente simples. Uma afirmação que engloba ambos os lados do conflito é feita (por exemplo, "embora eu não queira superar este ressentimento, eu escolho saber que posso estar livre disto") enquanto massageiam-se pontos particulares no corpo que, acredita-se, liberam energias bloqueadas. Isto parece solucionar o conflito, ao menos até o ponto em que já não interfere com o progresso do tratamento.
Começamos então com a primeira parte de um protocolo básico de psicologia energética. Enquanto declarava a frase de ativação, "medo de altura", a cada ponto de acupuntura, Nancy bateu em dez pontos pré-selecionados, cada um durante alguns segundos. Esta sucessão levou menos que um minuto e foi seguida por uma série de breves atividades - tal como movimentos dos olhos, murmúrio e contagem - as quais ativam e equilibram os hemisférios direito e esquerdo do cérebro, simultaneamente. Isto foi seguido por outra rodada de "tapping" com Nancy, que continuava ativando o problema mentalmente declarando a frase de ativação. Estas três sucessões constituem o protocolo. Seguindo isto, Nancy foi solicitada a avaliar sua angústia novamente ao pensar em estar perto da extremidade da sacada. Agora estava em torno de 6. O protocolo foi repetido. Agora seu nível de angústia quando pensava em estar perto da extremidade da sacada estava em torno de 2. Depois de mais uma seqüência, caiu a 0.
Neste momento, um procedimento que ajuda ancorar os ganhos foi usado. Nancy visualizou-se indo para a extremidade da sacada e sem sofrer nenhum medo, enquanto usava um protocolo de tapping semelhante ao mesmo tempo. Depois que tornou-se capaz, em sua imaginação, de experienciar com a equanimidade desejada enfrentar alturas, ela foi convidada a sair novamente até a sacada. Neste momento, ela caminhou direto até a grade sem dificuldade aparente. Após os dois anos que se seguiram, Nancy informou que seu medo de alturas não havia retornado. Na realidade, ela descreveu uma experiência de dificuldade durante o vôo em um avião pequeno, o qual passou por uma turbulência severa. Outros passageiros estavam chorando e vomitando, ela contou-me em um e-mail. "Antes de nosso trabalho, isto teria sido intolerável. Mas fiquei tranqüila e centrada."

Medo de Cobras na África do Sul
A segunda vez em que demonstrei publicamente uma abordagem da psicologia energética estava em um de meus próprios seminários. Estava ensinando a uma classe de residentes de 6 dias na África do Sul. Muitos dos participantes eram líderes em suas comunidades que tinham vindo aprender sobre as crenças inconscientes e motivações que moldam a vida de uma pessoa e causa impacto na comunidade. Ao final da primeira noite, um dos participantes confidenciou ao grupo que tinha medo de cobras e de caminhar pela área gramada que separava a sala de reuniões de seu dormitório, aproximadamente a 300 metros de distância. Vários participantes ofereceram-se para escoltá-la. Sentindo que ela poderia ser rapidamente ajudada a lidar com esta fobia, pensei que isto poderia dar-se como uma pequena introdução à psicologia energética para a classe. Organizei - com a permissão tensa, mas confiante dela - um safári à reserva onde o seminário estava sendo realizado, para trazer uma cobra para a aula às 10 da manhã, na manhã seguinte.
Montei as cadeiras de forma que a cobra e o manipulador estivessem a 6 metros longe dela, mas dentro de seu campo de visão. Perguntei-lhe se estava gostando de ter uma cobra na sala. Ela respondeu, "Estou bem, desde que não a veja, mas tenho que lhe falar, deixei de sentir meu corpo desde dois minutos atrás." Ela estava dissociada. Em menos de meia hora, usando virtualmente os mesmos métodos que usei com Nancy, ela pôde imaginar estar perto de uma cobra sem sentir medo. Eu lhe perguntei se gostaria de caminhar até a cobra, ainda na sala. À medida que usávamos a abordagem, ela parecia confiante. A confiança logo se tornou entusiasmo, e ela começou a fazer comentários sobre a beleza da cobra. Ela perguntou para quem estava segurando a cobra se poderia tocá-la. Cuidadosa mas triunfalmente, ela o fez. Ela informou que estava sentindo novamente seu corpo. Dois dias depois, ela se juntou ao grupo em um passeio pela natureza. Quando o grupo retornou, alguém lhe perguntou se haver estado lá fora entre os arbustos havia sido difícil, dado o seu medo de cobras. Um olhar surpreso veio à sua face. Ela não havia pensado uma única vez em cobras durante todo o passeio. O medo de toda sua vida havia evaporado, e quando fiz uma investigação depois de uns seis meses, não havia voltado.

Claustrophobia
Minha terceira experiência de demonstração pública da psicologia energética foi com uma mulher de 37 anos que havia sofrido um golpe sete anos antes e tinha desenvolvido uma fobia debilitante logo após. Ela havia sido colocada em uma máquina de MRI, ficou com medo, começou a apavorar-se, e então o terror completo assumiu. Ela tornou-se claustrofóbica desde então, ao ponto de que ela não podia dormir com as luzes apagadas ou até mesmo sob de uma manta, não podia dirigir em um túnel, e não podia entrar em um elevador. Além de ser enormemente inconveniente, sua auto-confiança estava despedaçada, de forma que tinha que se esforçar até para falar. Em 20 minutos, usando o mesmo protocolo descrito nos dois exemplos anteriores, sua ansiedade quando pensava em estar em uma máquina de MRI foi de 10+, em valores de 0 a 10, até 0. O melhor meio que encontrei para testá-la era que ela voltasse ao seu quarto no hotel e entrasse no armário. Durante o intervalo do seminário, ela entrou no armário e seu companheiro então apagou as luzes. Ela ficou cinco minutos lá, sem ansiedade. Quando retornou para informar ao grupo o que aconteceu, ela disse que o único problema era que havia achado isto "enfadonho." O grupo quedou pasmo. Aquela noite ela dormiu com as luzes apagadas e sob as coberturas pela primeira vez em sete anos. Seu companheiro estava orgulhoso.
Seis semanas depois desta única sessão, o e-mail seguinte chegou: "Você não vai acreditar! O teste de todos os testes de claustrofobia aconteceu comigo. Fiquei presa sozinha em um elevador por cerca de uma hora. No passado teria ficado louca, e arrebentado a porta, mas fiquei tranqüila, sentei-me no chão e esperei pacientemente pelos homens da manutenção... É uma confirmação surpreendente que não sou mais claustrofóbica!!!!!!!! Obrigado. Obrigado."

Por: David Feinstein, Ph.D.*
Tradução: Luiz Vieira**

*David Feinstein, Ph.D., é psicólogo clínico e diretor nacional do Instituto de Medicina Energética sem fins lucrativos em Ashland, Oregon. Autor ou co-autor de 6 livros e mais de 50 artigos, trabalhou nas faculdades do Antioch College e The Johns Hopkins University School of Medicine. Ele conduziu um grupo de 27 pessoas no desenvolvimento da Psicologia Energética Interativo, um livro premiado e CD-ROM de programas de treinamento para psicoterapeutas que desejam introduzir a psicologia energética em suas práticas.


**Luiz Vieira, Bacharel em Filosofia e Pós-Graduando em Filosofia Clínica, é psicoterapeuta formado em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica pela ABPR, Hipnose Clínica pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia, Hipnose Ericksoniana pelo INAp e trabalha em consultório aplicando a Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão, Hipnose, EFT (Emotional Freedom Techniques) e Filosofia, atendendo pessoas com os mais variados sofrimentos existenciais. Integrante do Instituto anima de Desenvolvimento Humano Integral:- luizvieira.abpr@gmail.com


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