Hipnose no tratamento do câncer
(Parte 2)
Por Luiz Vieira**
Para ilustrar como nossa mente pode influenciar
positivamente nossas funções orgânicas e auxiliar
na cura, reproduzo o seguinte trecho:
Como pode curar-se duas vezes e ainda morrer disso?
Lembro-me de ter lido, quando era um jovem médico, a respeito
de um paciente que sofria de câncer terminal e que foi curado
literalmente com uma injeção de água salgada,
salina. Ele deu entrada no hospital, o corpo completamente desfigurado
pelo inchaço de nódulos linfáticos malignos.
Estávamos na década de 1950, quando a medicina estava
no auge do otimismo sobre a descoberta rápida de uma cura
para o câncer. Os pacientes eram rotineiramente mortos ou
quase mortos por doses de gás mostarda, o mesmo veneno
usado em soldados nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial,
mas também a primeira forma tosca de quimioterapia.
Esse homem estava desesperado para receber o mais recente tratamento
maravilhoso, conhecido como Krebiozen. Seu médico se desesperou
por ter que desperdiçar a droga em alguém que provavelmente
estaria morto antes do fim da semana. Mas, por pena, arranjou
uma única dose de Krebiozen e injetou-a no paciente na
sexta-feira. Ele se ausentou durante o fim de semana, acreditando
que jamais veria o doente outra vez, mas ao retornar na segunda-feira
de manhã, o paciente estava radiante. Todos os sinais de
câncer haviam desaparecido; os nódulos linfáticos
haviam retornado ao normal e ele se sentia perfeitamente bem.
Perplexo, o médico lhe deu alta como curado, sabendo perfeitamente
que uma única dose de Krebiozen não poderia de forma
alguma ter aquele efeito em alguns dias.
Mas a história se torna mais estranha ainda. Após
algum tempo, o paciente leu no jornal que os testes com Krebiozen
haviam demonstrado sua ineficácia. Em questão de
dias, seu câncer retornou e, mais uma vez, ele se internou
no hospital em estado terminal. Seu médico não tinha
nada para administrar-lhe e, assim, recorreu ao mais drástico
dos placebos. Disse ao homem que ele receberia uma injeção
de um "novo e aperfeiçoado" Krebiozen, quando
na realidade estava aplicando-lhe nada mais do que uma solução
salina.
Novamente o homem se curou em questão de dias. Pela segunda
vez, saiu do hospital sem nenhuma evidência de câncer
em seu organismo. A história não tem um final feliz,
porque mais tarde, quando descobriu que todas as esperanças
em relação ao Krebiozen haviam sido abandonadas,
ele contraiu câncer linfático pela terceira vez e
morreu logo em seguida.6
Podemos classificar o caso acima na categoria dos
placebos, correto? Corretíssimo!
Quando os médicos e cientistas realizam testes com medicamentos
em grupos de controle, onde parte recebe o medicamento e outra
parte recebe o placebo, eles encontram resultados desconcertantes,
pois no grupo de controle que recebe o placebo eles verificam
que alguns indivíduos apresentam os mesmos efeitos de quem
recebeu a medicação. À que se atribui isso,
posto que muitas vezes os placebos são pílulas de
farinha ou açúcar?
A única coisa que poderia ter feito o paciente alcançar
os mesmos resultados de quem foi medicado é sua mente,
atuando sobre seu organismo, baseada numa crença inexorável
de que o medicamento real estava atuando em seu corpo. Com isso,
produzia em seu organismo todo o contexto de funcionamento como
se a substância química externa estivesse realmente
agindo, e como o cérebro normalmente não consegue
discernir entre realidade e crença... E isso já
foi demonstrado por neurocientistas através de exames com
eletroencefalograma e PET durante estados alterados de consciência
gerados por transes hipnóticos7.
Um caso interessante, são as experiências do Dr.
Simonton, um médico americano, que após um paciente
seu, no final da década de 70, ter conseguido a cura de
um tumor maligno na garganta, após receber o diagnóstico
onde os médicos diziam ter apenas 5% de chances de sobreviver
ao tratamento. Tal cura foi alcançada pelo tratamento convencional
aliado a técnicas de visualização, idênticas
as técnicas utilizadas por hipnoterapeutas há décadas.
Dr. Simonton, após esse episódio, dedicou-se à
pesquisa da capacidade dos pacientes em auxiliar o tratamento
tradicional através de sua mente, com meditações
e transes hipnóticos. Fundou assim, o Simonton Cancer Center8,
onde publica artigos e divulga suas pesquisas.
Com o passar inexorável do tempo, e o avanço das
pesquisas acerca do cérebro humano, suas características
e possibilidades, a hipnose será considerada uma ajuda
poderosa no tratamento do câncer, pois age onde nenhum medicamento
consegue agir: a mente humana! Essa última é, justamente,
a responsável pelo gerenciamento de todas as nossas funções,
através de nosso sistema nervoso.
A beleza da coisa é: o próprio corpo humano tem
os meios para derrotar o câncer! Apenas precisamos encontrar
o caminho de volta à saúde original, e para isso
é necessário ensinar o corpo a trabalhar da melhor
forma possível, e aproveitar ao máximo os estímulos
que os medicamentos e os tratamentos convencionais trazem.
REFERÊNCIAS:
1- "Cientistas descobrem moléculas que podem impedir
metástase", Fonte: Agência EFE
2- "Interação entre proteínas pode evitar
que câncer se espalhe - diz estudo", Fonte: BBC Brasil
3- Fonte: INCA - Instituto Nacional do Câncer
4- Grupos de Pesquisa - Instituto Brasileiro de Hipnologia, http://groups.msn.com/HIPNOSECLINICA/grupodepesquisas.msnw
5- Roberto Andersen - Artigo "Hipnose", http://www.iupe.org.br/ass/psicanalise/psi-hipnose.htm
6- Dr. Deepak Chopra - "Como Conhecer Deus - A Jornada da
Alma ao Mistério dos Mistérios" - Ed.Rocco
7- Lucínio, Ivonete D. e Oliveira, Lúcia Helena
de - Artigo "O cérebro hipnotizado", fonte: Revista
Superinteressante
8- http://www.simontoncenter.com/
Parte
1
**Luiz Vieira, Bacharel em Filosofia e Pós-Graduando em
Filosofia Clínica, é psicoterapeuta formado em Psicoterapia
Reencarnacionista e Regressão Terapêutica pela ABPR,
Hipnose Clínica pelo Instituto Brasileiro de Hipnologia,
Hipnose Ericksoniana pelo INAp e trabalha em consultório
aplicando a Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão,
Hipnose, EFT (Emotional Freedom Techniques) e Filosofia, atendendo
pessoas com os mais variados sofrimentos existenciais. Integrante
do Instituto anima de Desenvolvimento Humano Integral:- luizvieira.abpr@gmail.com